segunda-feira, 27 de abril de 2009

Web design - Conteúdo

Para mim, este ponto e o da usabilidade são os mais importantes. Peço desculpa a todos os designers, mas para aqueles que já me conhecem, sabem que eu prefiro um Web site simples mas usável e com um bom conteúdo.

Relativamente ao conteúdo, é na minha opinião, necessário entrar na equipa que está a conceber o Web site alguém com conhecimento nas áreas de Comunicação e Marketing. Isto porque? Ora bem, o design capta a atenção do utilizador, mas é o conteúdo que o vai convencer a navegar no Web site. Quem melhor do que alguém da área de comunicação, que está habituado a fazer a comunicação e marketing de uma empresa através dos meios convencionais, para “vender” a empresa/serviço através da Web? Sim, porque é importante compreender que neste momento a Web não é de forma alguma uma lista das “páginas amarelas”. A competição entre empresas/serviços é grande e o número de telefone não convence ninguém a comprar um produto/serviço.

O que se deve, então, ter em conta na parte do conteúdo do Web site? Ora bem, primeiro que tudo, conhecer o público alvo e pensar que o Web site é dirigido a este e em específico a este. É evidente que a linguagem em que se expõem um texto não é de forma alguma igual se o público alvo forem crianças ou adultos, se for uma empresa, uma instituição religiosa ou um Web site de entretenimento. Para além disso, é preciso promover e “vender” através do conteúdo, daí que alguém com conhecimentos em marketing ser útil.

A homepage é a porta de “boas vindas” do Web. Desta forma existem inúmeras vantagens em definir e clarificar o propósito do Web site nesta página. O texto deve ser bastante curto e convidativo. Lembrem-se, é mais por causa do sorriso e da mensagem de boas vindas que entramos numa loja, do que realmente pela necessidade. Ninguém gosta de entrar numa loja onde os empregados apresentam uma cara fechada e antipática.

Torna-se também necessário conhecer a mentalidade, em preferência, do país em que o Web site vai ser promovido. Por exemplo, em Portugal factores como a presença de logótipos oficiais, certificações de qualidade, liberdade de expressão, áreas de acesso restrito, um aspecto de mudança, modernidade, a presença de suporte técnico, são uma mais valia. Se considerarmos países onde existe uma descriminação entre sexos ou não existe a presença de uma democracia, o cenário muda completamente.

A linguagem deve ser correcta, clara e acessível a qualquer um. Atenção aos erros gramaticais, nada melhor do que isso para desacreditar a imagem de uma empresa/serviço.

Os títulos devem existir, ser apelativos e descritivos. Este é também um elemento directamente relacionado com a usabilidade. Mais tarde voltarei a aborda-lo.

Textos curtos e objectivos são os preferidos! Esta frase pode até ser usada como um slogan. Mas é verdade, se virmos um texto longo não nos sentimos tão cativados para o ler. Para além disso, convém manter sempre a mesma linha de pensamento durante o texto e evitar a dispersão.
Textos com informação “a mais” tornam-se cansativos e afastam os utilizadores que procuram apenas as informações que precisam. Uma solução é a utilização de links para páginas mais descritivas, mantendo a página principal com um conteúdo breve e de rápida leitura. Lembrem-se que o tempo é uma variável muito importante para que navega na Web.

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