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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Yeeeessss!!!

Não resisto a pôr este pequeno post, pequeno porque estou sem tempo sequer para respirar, mas a notícia é boa de mais!
Ora o que diz o público ontem: "Google: rapidez no carregamento da página passa a ser uma das variáveis" (http://www.publico.pt/Tecnologia/google-rapidez-no-carregamento-da-pagina-passa-a-ser-uma-das-variaveis_1432223?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoRSS+%28Publico.pt%29&utm_content=Google+Reader).
Yeeeessss!!! Finalmente começa a existir uma qualidade de serviço que um web site deve prestar. É evidente que esta é uma atitude que vai beneficiar todos os utilizadores, mas sem dúvida vai ter bastante sucesso entre os utilizadores com uma largura de banda mais diminuta. Agora, quem vai ter alguns problemas com isso são aqueles "fabulosos" web sites em flash... dos quais não tenho pena nenhuma.
Esta é pois uma boa notícia para quem espera uma Web mais acessível a todos.

domingo, 21 de junho de 2009

Frango e tostas mistas: estrutura e URLs

Continuando com os posts relativamente ao pedido do Marco. Este post vem na sequência do anterior: Frango e tostas mistas: keywords.

Primeiro que tudo vamos tratar da estrutura do site.
Eu sei que para uma churrasqueira, todo este processo pode parecer exagerado. Isso iria depender do objectivo do Web site. Se este fosse conquistar um novo mercado via Internet, pensaria realmente em realizar uma boa campanha de marketing e construir um Web site com informação útil. Se vires os diversos vídeos do Matt Cutts, ele constantemente insiste que a prioridade do Google na indexação de um Web site é o seu conteúdo.
Portanto, numa abordagem muito rápida e dentro do tipo serviço de uma churrasqueira snak bar, o que eu sugeriri-a:
- página inicial,
- página de contactos,
- página de serviços,
- página de fotos das instalações (é importante uma vez que podes querer alugar o espaço),
- página para eventuais reservas/pedidos,
- página de portfolio de eventos ocorridos,
- secção de churrascaria,
- secção de snak bar,
- secção de vinhos/cervejas,
- página associada às ementas que te faria a ponte com as 3 secções acima referidas.

URLs

Primeiro passo, a escolha do domínio.
Ok, a tua empresa chama-se XPTO. Podes registar o xpto.com, mas aconselho-te vivamente a registares: xpto-churrasqueira-snak-bar.com. É claro que se for mesmo importante para a empresa a divulgação que vende frango e tostas mistas, então: xpto.frango-tostas-mistas.com. E pelo que tenho observado, as keywords presentes no domínio fazem bastante diferença.
Um apontamento, é conveniente separares as tuas keywords com -. Apesar de tudo, o Google consegue destinguir diferentes palavras dentro de um texto sem espaços, no entanto uma divisão poderá ser aconcelhavel. Essa divisão faz à base de - e não _. Neste momento, o Google considera duas_palavras como se fosse uma só palavra.

Ok, já tens o teu domínio. Passemos às páginas.
Poderás passar o conteúdo do teu site para dentro de uma directoria xpto. Passarias a ter no site urls sempre do tipo o_teu_domínio/xpto/..., dessa forma garantias uma maior divulgação do nome da empresa. Pessoalmente, até à data, creio que não é necessário. O nome da empresa será uma constante dentro das páginas o que leva a não necessitares urgentemente de uma maior divulgação do seu nome. Podes no entanto associar à página inicial o nome xpto.html (vou partir do princípio que estamos a trabalhar com ficheiros html).

A página de contactos poderia ter o nome: contactos-xpto.html. Podes pôr contactos-xpto-churrasqueira-snak-bar.html. A decisão é tua, eu ainda ando a investigar como é realmente tratado o tamanho de uma URL.

Continuando com a nomenclatura das páginas, poderia-se ter então (mais uma vez, eu para pensar em keywords sou um desastre):
- página de serviços -> jantares-casamentos.html,
- página de fotos das instalações -> salao-festas.html,
- página para eventuais reservas/entregas -> reservas-entregas-online.html,
- página de portfolio de eventos ocorridos -> fotos-jantares-casamentos.html.

Já dentro das secções podes utilizar:
- /churrasco/churrasco-grelhados.html (página de apresentação onde falas dos maravilhosos churrascos que a empresa faz).
- /churrasco/frango-no-churrasco.html (página onde falas do apetitoso frangos do churrasco com molho picante e que é excelente quando acompanhado da fabulosa cerveja Zbr - aqui pões um link para a secção das cervejas )
- /churrasco/polvo-grelhado.html (página onde falas que o teu polvo vem directamente da lota, é acompanhado com uma batatinha cozida e um molhinho verde com salsa do teu quintal. Aqui dizes também que fazes espetadas de lulas e camarão e pões um link para a página),
- ...

Creio que já percebeste a ideia. Não te esqueças de juntar fotos às tuas páginas descritivas. Através delas (e não falando na parte de Web design), não só ajudas a fazer publicidade aos teus churrascos como também ganhas keywords: o nome dos ficheiros de imagem.

E pronto, vou finalizar este post e passar ao seguinte: onde colocar keywords

Frango e tostas mistas: a concorrência

Este post vem na sequência de um comentário colocado no post Preferências, onde o Marco pediu para exemplificar um pouco o processo de optimização de um Web site.

O Marco quer optimizar o site da empresa XPTO que vende frango e tostas mistas, por isso, todos os meus exemplos vão basear-se nessa empresa e nesses dois produtos.

Bem, o primeiro passo, quer gostem ou não, é saber exactamente qual o público alvo da empresa: venda a retalho de frangos e tostas mistas, entregas ao domicílio ou simplesmente divulgação das instalações. Vou partir do princípio que a XPTO é uma churrasqueira + snack bar que faz entregas ao domicílio.

A primeira coisa que fiz foi ir ao Google (e neste post vou restringir-me a uma análise para o Google) e fazer uma pesquisa por frango no churrasco.
Para uma análise muito rápida utilizei o SEOquake que tenho como add-on no firefox.
Obtive cerca de 180.000 resultados. Em primeiro lugar foram apresentados os 3 primeiros resultados no Google images. De seguida apareceram várias página essencialmente de blogs. São sites com imensas páginas indexadas, bastante visitados e não me parece que inicialmente conseguisses competir com eles a nível de ranking. Abandonei imediatamente esta keyword.
Decidi ser mais inteligente e fazer uma procura por churrasqueira Braga. Obtive 101.000 O primeiro resultado foi o mapa da PAI no Google Maps. (neste ponto deverás anotar para posteriormente encontrares uma forma de adicionar a XPTO a este mapa).
De seguida voltou a aparecer um blog, seguido do directório Hotfrog e empresas imobiliárias. Dos seguintes resultados apareceram vários associados a directórios. Também aqui o número de páginas indexadas pelo Google é enorme. (neste ponto deves anotar que será importante submeteres XPTO a diferentes directórios, nomeadamente a Hotfrog).
Em ambas as pesquisas o número de Web sites com um Sitemap era (como seria de esperar) muito reduzido. (toma nota, poderá ser importante no futuro)
Continuei a pesquisar diferentes combinações de palavras chave, ver o número de resultados e o tipo de sites que me apareciam na lista:
- entrega domicílio churrasqueira Braga: 1.440 resultados
- entrega casa churrasqueira Braga: 10.300 resultados
- entrega domicílio churrasco Braga: 1.290 resultados
- entrega casa churrasco Braga: 16.900 resultados
- comida domicílio Braga: 10.700 resultados - o primeiro é um mapa no Google Maps
- refeições domicílio Braga: 12.000 resultados - o primeiro é um mapa no Google Maps

Uma coisa que observei foi que nas várias pesquisas as keyphrases aparecem como Keywords dispersas no texto.
Entretanto lembrei-me de pesquisar por "churrasco Braga". Obtive 78.000 resultados (o primeiro é um mapa no Google Maps) MAS em 5ª posição encontrei o link para o Web site
"Churrascaria Gauchão - rodízio de carnes nobres".
Fui investigar. O mais estranho é que o site é em flash.
Soube recentemente, já não me lembro onde li, que o Google neste momento analisa documentos externos de informação associados a ficheiros flash.
A idade do domínio remonta a 12 de Maio de 2007, tem definido o robots.txt e um sitemap.
Keywords tem no title, meta-description, meta-keywords.
Tem 5 páginas indexadas no Google:
- www.gauchao.com/
- www.gauchao.com/wsgauchao_main.swf
- www.gauchao.com/inscricao_newsletter_gauchao2.swf
- www.gauchao.com/wsgauchao_main_galeria_coimbra.swf
- gauchao.com/braga.html
- gauchao.com/braga_s.html
Comecei a ver quais os principais directórios em que está indexado: Yahoo!, Alexa, e... aí percebi, está indexado no DMOZ.
Ok, se estás no DMOZ então o teu PR aumenta consideravelmente;

Passei à análise de keywords relativas tostas mistas.
- tostas mistas Braga: 2.750 resultados, onde me aparece na primeira página um restaurante: Villa Restaurantes. Claro que voltei a ir investigar o que tornava aquela página um destaque (e não, desta vez não era um ficheiro em flash).
Um pormenor que me chamou à atenção foi que para esta pesquisa, o número de páginas de indexadas em cada um dos Web sites listados é muito menor que nas pesquisas anteriores.

Decidi procurar outras palavras chave: polvo churrasco Braga, polvo grelhado Braga, posta mirandesa Braga, francesinhas Braga,... Bem, como a minha imaginação é pouca, fiquei-me por aqui. O ideal é fazeres este processo com alguém da área de comunicação/markting à tua beira.

Algo que deveria ter feito era a keyword density das páginas mais importantes, isto é, analisar quantas vezes aparece a palavra chave em questão naquela página.

Este é um processo moroso e aborrecido, no entanto convém ter noção de quem é a tua concorrência e o que terás de fazer para supera-la. Neste caso tirei as seguintes conclusões:
- palavras chave como frango no churrasco, churrasqueira, comida domicílio, etc, não vão dar-me grande visibilidade, a concorrência é muito grande e tem vantagens inegáveis que eu inicialmente não irei ter.
- apostar noutras palavras chave, tais como polvo grelhado, lulas grelhadas,... e outras ementas a destacar. A concorrência é menor e o tipo de páginas que se obtêm nos resultados não têm um ranking têm um potencial a nível de PR bastante menor.
- submeter o Web site a directórios como o hotfrog.
- ter por exemplo uma conta no linkedin, facebook, etc...
- criar um blog onde exista um conteúdo interessante associado ao restaurante e aos serviços prestados: por exemplo, podem disponibilizar receitas, dicas, divulgar determinados eventos que ocorram no restaurante, ...
- submeter o Web site a directórios tais como o Yahoo!, Alexa, DMOZ, ...
- investir num bom código e ferramentas como o Google Webmasters Toolkit, Google Geo location,...
- e, pessoalmente, escolhia bem a estrutura do Web site para tentar colocar palavras chave na URL (poderá resultar ou não).

Atenção, não vou estar a entrar em mais pormenores porque, como deves já ter reparado, este post está a ficar enorme. Se quiseres, põe comentários que eu respondendo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Preferências

Imaginem que têm o mesmo site alojado em duas máquinas distintas. Qual deles é que tem um ranking mais alto? O que estiver em servidor linux.
Pois é, pelos vistos existem motores de busca que entremáquinas linux e Windows dão preferência às de linux (e Google é, ou pelo menos era, um deles).
É claro que esse é peso muito leve quando a ser tomado em consideração, mas mesmo assim, fiquei contente em saber.

Linux++

A controvérsia do alt

O atributo alt pode ser tema de controvérsia. Este atributo surgiu com o objectivo de se prover uma breve descrição texto-equivalente a elementos de uma página HTML tais como imagens e applets ou às tags input e area.

Com a “febre” da acessibilidade Web verificou-se o uso e abuso do alt, nomeadamente no comprimento do texto descritivo ou a descrição de imagens decorativas. De facto, em vários post de diferentes blogs e em artigos publicados, pode ler-se avisos sobre o mau uso do alt, sendo muitas vezes citado como um dos 10 erros mais comuns que os implementadores de páginas Web cometiam (ou cometem). Com a saída da versão 2.0 das WCAG (Web Content Accessibility Guidelines), está contemplado na primeira Guideline que se o conteúdo não-texto seja puramente decorativo então deve ser implementado de forma a que possa ser ignorado por tecnologia assistida. Isto é, imagens decorativas deverão ter um alt=”” ao invés de um alt=”imagem decorativa”.

Ok, então para que estou a escrever este post? Porque acho que as coisas não são assim tão lineares.

Primeiro, vamos focar-nos no ponto: distinguir o que é decorativo ou não, e qual a real importância de uma imagem. Eis uma situação comum, imaginem que têm numa página um link para o endereço de email, antes desse link têm uma imagem de um envelope. Na vossa opinião, essa é uma imagem decorativa? Podemos dizer que sim, mas de facto, esta imagem está lá para reforçar ao utilizador a funcionalidade daquele link. Não é uma imagem de extrema importância, mas é uma imagem indicativa. Como tal, acredito que tem direito pelo menos a um alt=”envio de e-mail”. Por experiência própria, verifico que as pessoas cegas têm, por norma, uma grande necessidade de saberem como é o mundo que nós vemos, e com todos os pormenores incluídos. Para eles, faz diferença saberem se alí está uma imagem representativa ou não.

Segundo, a perspectiva SEO. Já foquei num post anterior que os alt são uma fonte de keywords para os motores de busca. Portanto, numa perspectiva de optimização, é proveitoso aproveitar também estas imagens. Portanto, poderíamos passar a ter um alt=”e-mail para XPTO” onde XPTO representa a empresa/serviço em questão.

No entanto, imagens e elementos decorativos sempre vão existir e depende da nossa sensatez o conteúdo que vamos atribuir a cada um dos alt. Mas deixo desde já uma sugestão, porque não usar as imagens decorativas em background manipulando o layout com stylesheets? Esta é, sem dúvida, a maneira mais prática, eficaz e limpa de se trabalhar o design de um Web site.

terça-feira, 12 de maio de 2009

A importância do title e dos cabeçalhos

Este post pode parecer estranho, mas infelizmente, acho que é bastante necessário.

<title>

Dita a W3C que um documento HTML é constituído pela head, o body e dentro da head está definido o título do documento (aquela tag <title> site XPTO </title> ). Para quem ainda não sabe, e embora pareça estar a ser muito cínica, acreditem, há quem não saiba, este título identifica o documento HTML perante a Web. Pode fazer-se a analogia que o título de um documento equivale ao nosso nome no BI. Portanto, é necessário escolher os títulos cuidadosamente, de forma a que estes realmente façam sentido e ajudem o utilizador a orientar-se (quando temos o browser aberto é o título da página que selê no topo da janela e que é adicionado aos favoritos).
Portanto, dentro de um Web site, é aconselhável que cada documento (página HTML) tenha o seu próprio title, por exemplo: XPTO - contactos, XPTO - serviços, XPTO - produtos, ....
Um outro ponto que convém ser levado em ALTA consideração é ser no título o primeiro local que um search engine procura keywords. Portanto o ideal seria: faz francesinhas, tira café - XPTO - contactos; faz francesinhas, tira café - XPTO - serviços; faz francesinhas, tira café - XPTO - produtos. Desta forma, sempre que alguém procurasse por "faz francesinhas" a empresa XPTO era das primeiras a aparecer no ranking. Atenção, de forma alguma quero abordar neste post o tema da escolha de keywords.

<h1>

O cabeçalho <h1> existe por alguma razão e DEVE ser SEMPRE utilizada.
Tenho vindo a reparar, e corrijam-me se estiver enganada, que muitos CMS não definem <h1>. Não sei se é defeito dos CMS ou de quem os utiliza. Estupidamente, continuo a usar o editor de texto para escrever o meu HTML à pata.
Ora bem, à partida todas as páginas têm um título. Essencialmente, esse título indica o início da página e identifica quais os conteúdos da página em questão. Portanto, é boa política a nível de usabilidade ser utilizado. A nível de acessibilidade é imperativo ser utilizado. Alguém que está a "ver" a página através do leitor de texto identifica o título da página através do cabeçalho, se ele não existir, torna-se mais confuso para a pessoa conseguir localizar-se e orientar-se dentro da vária informação existente. Mais ainda, um documento sem <h1> o documento pode passar no validador HTML da W3C, mas não passa nos validadores de acessibilidade. E atenção SÓ pode haver UM <h1> por página (como é obvio).
E a cereja no cimo do bolo é a nível de SEO: as keywords do cabeçalho principal da página são altamente levadas em consideração pelos motores de busca.


<h2>, <h3>, ...

Mais uma vez, se estas tags existem, por alguma razão é.
Ao contrário de <h1>, a existência destes cabeçalhos não é mandatória. No entanto, dão jeito. A nível de estruturação de conteúdos são óptimas. Lembro-me de estar a avaliar o Web site da câmara de Sta. Maria da Feira com uma amiga minha que é invisual e ela estar a dizer-me: olha, este site está mesmo fixe, têm títulos e tudo! Para ela é extremamente importante saber qual o ênfase de cada conteúdo dentro de uma página e através dos diferentes tipos de cabeçalho ela consegue ter essa noção.
Mais uma vez, a nível de SEO, estes cabeçalhos são também cerejas no meio do chantilly.
Mas atenção, a ordem de utilização dos cabeçalhos tem de ser coerente, não podem existir <h3> se não existir pelo menos um <h2>.


Espero que neste post vos ter convencido a utilizarem umas das mais antigas tags do HTML!!!

sábado, 25 de abril de 2009

SEO - Search Engine Optimization

Na minha opinião, o tema revelação de 2008 foi o tópico Optimização de Web sites para motores de Busca. Atenção, com isto não quero dizer que fosse um assunto só descutido a
partir de 2008, mas sim, que começou a estar em evidência durante o ano passado.

O que é SEO? Em breves palavras e em português corrente, é o conjunto de técnicas
utilizadas para optimizar um Web site de forma a este ser rapidamente encontrado através
de um motor de busca (como por exemplo o Google) e uma vez encontrado, estar entre
os primeiros Web sites a aparecer na lista de resultados.

Através das minhas leituras e pesquisas sobre o tema, tenho aprendido coisas muito interessantes. É claro que eu já tinha uma ideia que a qualidade do código HTML era algo muito importante, mas há outros pequenos pormenores que achei curioso o valor que têm para a melhoria SEO de um Web site.

Em breve resumo, vou dizer alguns pequenos truques que devem ser utilizados num Web site SEO. Atenção que, embora seja válida para qualquer motor de busca, estão mais focados para o Google, uma vez que é o motor de busca mais famoso em Portugal.

Em primeiro lugar, a URL. Vou escrever uma expressão que soa a jogador de futebol, mas
que convém ter sempre em mente: o crawler começa a ler a página no princípio e termina no fim. É ou não é uma expressão digna de estar na lista das observações evidentes? Pois é, mas
muitas das pessoas esquecem-se disto.
Portanto, no princípio está a URL. Se as keywords estiverem na URL é um ponto positivo.
Ora, na URL aparecem também o nome dos ficheiros html/php/asp/perl/... que correspondem
às diferentes páginas do Web site. Portanto, estes nomes podem também funcionar como
keywords. Neste ponto pode-se também incluir os diferentes ficheiros que vão aparecendo
ao longo do código HTML da página: imagens, documentos,…

Segundo ponto: o título do documento. Este ponto é muito importante. Primeiro, se o documento
não tiver um título então não tem um código HTML válido (e acreditem, ainda existem sites sem
título), logo, é um ponto negativo. Depois, ora pensem bem, qual é a segunda informação mais relevante existente no código HTML? O título do documento. Portanto, keywords no título são
dois pontos positivos.

Tags meta: são importantes. Nem todos os motores de busca as encaram da mesma forma, por exemplo, os atributos keywords e description não têm tanto valor para o Google como para o Yahoo ou o DMOZ. No entanto, a nível de SEO, de forma alguma nos podemos focar para um determinado motor de busca, aliás, isso vai contra o conceito de optimização para motores de busca. Portanto, é sempre bom incluir meta tags com alguns atributos básicos, como a decrição e as keywords.

Tal como referi em cima, o crawler começa a ler a página no princípio e termina no fim. E lê tudo de seguida! Isto é, lê o que é importante e o que é “palha”. Com isto quero abordar a questão da presença de folhas de estilos e ficheiros javascript. Hoje em dia, nos mais diversos Web sites (já para não falar em livros) que ensinam CSS e javascript aconselham que se utilizem ficheiros à parte e que estes sejam incluídos na head do documento HTML através da tag link. Quais as razões do benefício? Várias, eis as mais importantes:
1 – Diminui consideravelmente o código existente na página HTML, ou seja, o crawler não se depara com tanta “palha” a nível de informação de conteúdos.
2 – Os ficheiros (folhas de estilo e javascript) são carregados uma vez. Sempre que existe um reload à pagina, estes ficheiros já se encontram em cache. Como consequência tem-se um carregamento mais rápido (principalmente se tomarmos em conta a presença de imagens nestes ficheiros).
Neste ponto, não são discutidas as vantagens técnicas da presença de folhas de estilo ou ficheiros javascript. Este post foi pensado para dar uma perspectiva mais genérica de técnicas SEO.

Passe-mos agora para o body do documento.

Primeira coisa a ter em atenção, e isto é muito importante. A presença do título, com a tag h1. Tenho notado que muitos CMS não inserem a tag h1, ou pelo menos as pessoas que os utilizam, com a referência do título da página. Tal é errado. Primeiro porque, a seguir ao title do documento, as tags mais valorizadas são as dos títulos, seguindo-se os atributos title das âncoras e finalmente passando para o atributo alt nas imagens. Por isso, keywords nos títulos, ou em todos estes atributos que acabei de descrever, são dois pontos positivos. Segundo, um código HTML válido é extremamente valorizado pelos motores de busca, aliás, para alguns, tal como o DMOZ é o mais valorizado. Ora, uma página sem a presença do título principal não tem um HTML válido. Portanto, mais um ponto positivo.

Agora, perguntam-se porque me preocupo tanto com o DMOZ. É fácil, o Google vai buscar para a sua indexação a indexação do DMOZ, sendo esses Web sites mais valorizados. Logo, se um Web site estiver no DMOZ, então, não só está no Google, como também tem uma maior cotação a nível de ranking.

Atenção ao código HTML: código validado tem dois pontos positivos, código que não passa nos validadores tem dois pontos negativos.

Conteúdo: quantas mais vezes aparecerem as keywords no texto melhor. As razões são obvias.

Agora, um pormenor interessante, o alojamento. Parece incrível mas tal também conta. Sabiam que apesar de tudo existe uma preferência por parte dos motores de busca por Web sites alojados em servidores linux? E sabiam que se um site for, por exemplo, xxxx.pt então existem vantagens em estes estarem alojados em servidores localizados em Portugal?

Agora, algo muito importante. Como toda a gente sabe, e se não sabiam “shame on you”, para que um motor de busca indexe um Web site mais rapidamente convém submeter a URL nos diferentes motores de busca. Desta forma eles ganham mais rapidamente conhecimento da existência do Web site. No entanto, por exemplo o Google, só indexa um Web site que tenha pelo menos um link a apontar para ele. Não adianta, portanto, submeter uma Web site que não é referido na Web por mais ninguém.

E para finalizar esta lista das técnicas mais importantes, sim, porque há mais, é importante que o Web site tenha um bom Web design. Atenção, um bom Web design não significa que o site seja bonito. Mas tal vai ser discutido no próximo post.